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Para conhecer o Chaco paraguaio, o roteiro que funciona é ficar em Filadelfia ou Loma Plata, no Chaco Central, e dividir três dias entre os museus das colônias menonitas, os fortins da Guerra do Chaco e as lagoas salgadas para observar aves. Filadelfia fica a uns 470 km de Assunção pela Ruta Transchaco (Wikipedia (abre numa nova aba)), então não é bate-volta: conte pelo menos duas noites e carro ou passeio contratado para circular por lá.
Como chegar ao Chaco Central
- De ônibus: Stel Turismo e NASA/Golondrina saem da rodoviária de Assunção para Filadelfia, Loma Plata, Neuland e Mariscal Estigarribia; os noturnos partem às 21h e chegam de madrugada (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Para comunidades menores do norte pode haver poucos ônibus por semana.
- De carro: a Transchaco vai de Assunção até a fronteira com a Bolívia (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Loma Plata fica a 24 km da rodovia (Wikivoyage (abre numa nova aba)) e Filadelfia a uns 15 km (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Quem vem do Brasil passa antes por Assunção. Abasteça e leve água antes de cada trecho longo.
- Lá: fortins e lagoas ficam a dezenas de quilômetros e quase não há transporte público entre eles (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Sem carro, contrate um passeio na secretaria de turismo ou no hotel.
Dia 1: Filadelfia, para entender o Chaco
- Centro de Interpretación del Gran Chaco Americano. Na entrada de Filadelfia; explica povos indígenas, fauna, flora e a Guerra do Chaco (InfoNegocios (abre numa nova aba)). Abre de quarta a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita (La Nación, 2025 (abre numa nova aba)). É o ponto de partida recomendado pela Senatur (InfoNegocios, 2021 (abre numa nova aba)).
- Museus da Cooperativa Fernheim. A secretaria de turismo da cooperativa administra o circuito (La Nación, 2025 (abre numa nova aba)). O mais completo é o Museu Jakob Unger, com fauna chaquenha empalhada, fósseis e objetos pré-colombianos (InfoNegocios (abre numa nova aba)); fica na Avenida Hindenburg e é o único aberto de forma permanente, os outros são com agendamento (Wikivoyage (abre numa nova aba)).
- Avenida Hindenburg e Parque de las Memorias. A rua principal e a praça com o monumento aos colonos, boa para caminhar no fim da tarde (Wikipedia (abre numa nova aba)).
- Onde comer: o restaurante do Hotel Florida, na Hindenburg, da cooperativa, com bufê e à la carte (InfoNegocios (abre numa nova aba); Hotel Florida (abre numa nova aba)).
Dia 2: Loma Plata e Isla Po'i
- Museo de la Colonia Menno. Na Avenida Central, ao lado da sede da Cooperativa Chortitzer; conta a vinda dos menonitas do Canadá. Segundo o Wikivoyage (abre numa nova aba), abre de segunda a sexta, das 7h às 11h30, e é gratuito; a Senatur também o cita entre os museus das colônias (InfoNegocios, 2021 (abre numa nova aba)). Vá de manhã.
- Visitas a indústrias. A secretaria de turismo da cooperativa, na Avenida Central, organiza visitas guiadas em espanhol, inglês e alemão ao laticínio e a sítios históricos (Wikivoyage (abre numa nova aba)); cada fábrica tem seu próprio horário de visita (InfoNegocios, 2021 (abre numa nova aba)).
- Fortín Isla Po'i. Foi posto de comando do marechal Estigarribia, está restaurado e tem mirante (ABC Color, 2022 (abre numa nova aba)). Chega-se pela Ruta Bioceánica a partir do trevo de Loma Plata (ABC Color, 2022 (abre numa nova aba)), a uns 25 km da cidade (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Bom programa para o fim da tarde.
Dia 3: fortins e taguás
- Fortín Boquerón. Um dos mais bem conservados, com museu de armas, fotos e documentos da guerra; aceita visitas guiadas (ABC Color, 2022 (abre numa nova aba)). Tem banheiros e área de camping (ABC Color, dez. 2022 (abre numa nova aba)).
- Fortín Toledo e o taguá. Trincheiras e abrigos subterrâneos quase intactos, a uns 15 km da Transchaco pelo trevo Toledo (ABC Color, 2022 (abre numa nova aba)). Ali funciona o Centro Chaqueño para la Conservación e Investigación, que cria o taguá, um porco-do-mato ameaçado, e dá palestras a visitantes (La Nación, 2026 (abre numa nova aba)). Entre em contato antes para combinar a visita.
- Laguna Capitán. Lagoas salgadas com flamingos e cisnes-coscoroba; os hotéis de Filadelfia vendem o passeio (InfoNegocios (abre numa nova aba)). Leve binóculo, chapéu e repelente.
Antes de sair para os fortins, consulte as condições da estrada na secretaria de turismo de Filadelfia (ABC Color, dez. 2022 (abre numa nova aba)).
Vale parar em algum lugar no caminho?
O Fortín Nanawa, no distrito de Campo Aceval, a 365 km de Assunção, foi palco de uma das primeiras grandes vitórias paraguaias da guerra; chega-se pela Transchaco e por estradas internas (ABC Color, 2022 (abre numa nova aba)). Se for de carro, é uma boa parada na ida.
Quando ir e que datas considerar
O verão passa de 40 °C e é a época de chuvas (Wikipedia (abre numa nova aba)); o inverno é mais tranquilo para andar pelos fortins. Em dias de 35 a 40 °C, o Ministério da Saúde do Paraguai recomenda atividade física entre 6h e 10h ou entre 18h e 22h e beber água em pequenas quantidades com frequência (La Nación, 2022 (abre numa nova aba)). No calendário:
- Expo Rodeo Trébol, em Loma Plata, em meados de agosto (Wikivoyage (abre numa nova aba); La Nación, 2025 (abre numa nova aba)). Os hotéis lotam.
- Areté Guazú da comunidade indígena de Mariscal Estigarribia, entre fevereiro e março (Wikivoyage (abre numa nova aba)).
Nas colônias quase tudo fecha das 12h às 14h, no sábado à tarde e no domingo (Wikivoyage (abre numa nova aba)), e poucas lojas de Filadelfia aceitam cartão (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Leve dinheiro em guaranis e não deixe compras para o domingo.
Perguntas frequentes
O que fazer no Chaco paraguaio?
Visitar os museus de Filadelfia e Loma Plata, conhecer fortins da Guerra do Chaco como Boquerón, Isla Po'i e Toledo e ver flamingos na Laguna Capitán.
Como chegar ao Chaco paraguaio saindo de Assunção?
De carro pela Ruta Transchaco, uns 470 km até Filadelfia, ou de ônibus noturno da Stel Turismo ou da NASA/Golondrina saindo da rodoviária de Assunção.
Quantos dias são necessários no Chaco?
Pelo menos três: um em Filadelfia, outro para Loma Plata e Isla Po'i e outro para Boquerón, Toledo e a Laguna Capitán.
Qual a melhor época para visitar o Chaco?
O inverno, porque o verão passa de 40 °C e traz chuvas. Em qualquer época, saia cedo e deixe o meio-dia para os museus.



