Neste guia
A Reserva Natural do Bosque Mbaracayú, em Villa Ygatimí (departamento de Canindeyú), é visitada com reserva prévia pela Fundação Moisés Bertoni, que administra a área. Lá dá para fazer trilhas na Mata Atlântica, remar de canoa ou caiaque, subir em mirantes e torres de observação, conhecer cachoeiras e participar de atividades com a comunidade aché. Dá para ir num dia só, mas a viagem rende muito mais se você dormir no Mbaracayú Lodge ou na área de camping.
Como chegar à Reserva Mbaracayú
A reserva fica a cerca de 375 km de Assunção, segundo a Secretaria Nacional de Turismo (Senatur), em nota do Última Hora (abre numa nova aba). O caminho é pela rota PY03 até Curuguaty e depois pela PY13, asfaltada até Villa Ygatimí (Wikipedia (abre numa nova aba)). As estradas vicinais são de cascalho ou terra e ficam intransitáveis com chuva: veja a previsão e não arrisque o último trecho depois de temporal.
- De carro: é o jeito mais prático. Abasteça em Curuguaty, a última cidade grande antes da reserva.
- Referência: o sítio histórico de Tendal, ligado à Guerra da Tríplice Aliança, fica na entrada da reserva.
- Antes de sair: baixe o mapa offline no celular, porque o sinal cai nos trechos rurais.
Quem vem do Brasil costuma confundir os nomes: o Refúgio Biológico Binacional Mbaracayú fica na fronteira seca entre Salto del Guairá e Mundo Novo (MS) e é outra área protegida, bem menor (La Nación (abre numa nova aba)). A reserva da Fundação Bertoni fica em Villa Ygatimí.
O que fazer dentro da reserva
A reserva protege mais de 64 mil hectares de Mata Atlântica do Alto Paraná e Cerrado, com cerca de 440 espécies de aves registradas (Fundação Moisés Bertoni (abre numa nova aba)). As atividades citadas pela fundação e pela imprensa paraguaia:
- Trilhas guiadas ou autoguiadas pela mata, com mirantes, torres de observação (os mangrullos) e quedas d'água (Infonegocios, 2026 (abre numa nova aba); Última Hora (abre numa nova aba)). Para ver aves, saia cedo.
- Canoa e caiaque no rio, um jeito tranquilo de ver a beira da floresta pela água.
- Aventura, como rapel, contratada à parte.
- Caminhadas noturnas e observação de estrelas, longe das luzes da cidade (La Nación, 2021 (abre numa nova aba)). Só faz sentido se você pernoitar.
- Ouvir a araponga-de-barbela (pájaro campana), a ave símbolo de Mbaracayú. Pergunte ao guia qual trilha dá mais chance.
Visitar a comunidade aché com respeito
A fundação organiza intercâmbios culturais e oficinas de artesanato com os aché. A reserva pediu que os visitantes não entrem nas casas nem fotografem a vida privada; você é recebido nos espaços comuns, como um convidado (Hosteltur (abre numa nova aba)). Peça licença antes de fotografar e, se quiser uma lembrança, compre artesanato direto deles.
Onde dormir: lodge ou camping
O Mbaracayú Lodge fica dentro da reserva, com três cabanas rústicas de uso compartilhado. As tarifas incluem café da manhã, almoço e jantar preparados por gente da comunidade local (Infonegocios, 2026 (abre numa nova aba)). Também há área de camping (La Nación, 2021 (abre numa nova aba)).
As alunas do Centro Educativo Mbaracayú, escola que forma jovens mulheres da região em ciências ambientais e turismo, fazem estágio no lodge.
Quando ir e como reservar
Na Semana Santa, nas férias de inverno de julho, no Natal e no Ano-Novo as vagas acabam rápido: a fundação recomenda reservar com pelo menos um mês e meio de antecedência (Infonegocios, 2026 (abre numa nova aba)). Para datas, tarifas e atividades, fale com a Fundação Moisés Bertoni pelo WhatsApp +595 985 191 000; o escritório fica na Avenida Santísimo Sacramento 1026, em Assunção (site oficial (abre numa nova aba)).
O que levar para um dia de trilha
- Calçado fechado que possa sujar de barro e calça comprida.
- Repelente, protetor solar e uma capa leve de chuva.
- Água suficiente para a caminhada e um pouco de dinheiro em espécie (guaranis).
- Lanterna, se for fazer a caminhada noturna.
- Binóculo, se você gosta de aves.
Roteiro sugerido de fim de semana
- Dia 1: saia cedo de Assunção, almoce em Curuguaty e chegue à reserva no meio da tarde. Uma trilha curta e, à noite, caminhada noturna ou céu estrelado.
- Dia 2: trilha longa até um mirante ou cachoeira logo cedo, canoa perto do meio-dia e oficina com a comunidade aché à tarde.
- Dia 3: última caminhada para ver aves ao amanhecer e volta com luz do dia, antes de escurecer nas estradas de terra.
Perguntas frequentes
Onde fica a Reserva Mbaracayú e como chegar?
Fica em Villa Ygatimí, Canindeyú, a cerca de 375 km de Assunção. Vá pela PY03 até Curuguaty e depois pela PY13, asfaltada até Villa Ygatimí.
Dá para visitar Mbaracayú num bate-volta?
Sim, há visitas de um dia com atividades contratadas à parte. Mas pernoitar permite fazer as caminhadas noturnas e sair cedo para ver aves.
Precisa reservar?
Sim. Combine a visita com a Fundação Moisés Bertoni (WhatsApp +595 985 191 000) e reserve com um mês e meio de antecedência na Semana Santa, em julho e nas festas de fim de ano.
Onde dormir dentro da reserva?
No Mbaracayú Lodge, com três cabanas rústicas compartilhadas e refeições incluídas, ou na área de camping.
É a mesma coisa que o refúgio de Salto del Guairá?
Não. O Refúgio Biológico Binacional Mbaracayú fica entre Salto del Guairá e Mundo Novo; a reserva da Fundação Bertoni fica em Villa Ygatimí.



