Ir para o conteúdo principal
  1. Início
  2. Guias
  3. Guias de cidade
  4. Bate-volta ao Pantanal paraguaio: rota e melhores paradas a partir de Bahía Negra
Guias de cidade

Bate-volta ao Pantanal paraguaio: rota e melhores paradas a partir de Bahía Negra

Roteiro de um dia inteiro no Pantanal paraguaio a partir de Bahía Negra: rio Negro, Puerto Caballo, comunidade yshir e porto.

Uma canoa de madeira flutua num canal calmo cercado de capim, entre nenúfares, ao lado de um tuiuiú e duas garças.
Neste guia
  1. Antes do dia: como chegar a Bahía Negra
  2. Manhã: lancha pelo rio Negro
  3. Meio-dia: almoço e sesta na cidade
  4. Tarde: uma comunidade yshir
  5. Pôr do sol e noite: porto e circuito urbano
  6. Se sobrar um dia

Um dia no Pantanal paraguaio se monta a partir de Bahía Negra, não de Assunção: a cidade fica a cerca de 900 km e a viagem leva meio dia ou mais, então o passeio começa depois de você dormir lá. Com um dia inteiro dá para subir o rio Negro de lancha, chegar ao marco da tríplice fronteira em Puerto Caballo, visitar uma comunidade yshir e fechar com o pôr do sol no porto e o circuito urbano. Este é o roteiro, parada por parada.

Antes do dia: como chegar a Bahía Negra

Segundo o guia de serviços da Eco Pantanal e do WWF (2025⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠), duas opções combinam com uma viagem curta:

  • Ônibus San Juan: sai de Assunção na quinta às 19h, chega na sexta por volta das 11h e volta no sábado às 7h30. Sobra só a tarde de sexta; para ter um dia inteiro, você fica até o sábado seguinte.
  • Voo do SETAM: sai de Assunção às quartas às 6h e leva umas 3 horas; peça o lugar com 15 dias de antecedência. Com chuva a pista de terra não opera.

De carro são umas 12 horas em boas condições, com 195 km de terra a partir da Rota Bioceânica (ABC, 2022⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Não saia com chuva. Quem vem do Brasil está, na prática, do outro lado do mesmo Pantanal: Bahía Negra fica a poucos quilômetros da divisa com Mato Grosso do Sul e a Bolívia.

Manhã: lancha pelo rio Negro

Saia cedo, quando os bichos estão mais ativos e o calor ainda não apertou. Em Bahía Negra se alugam lanchas (voadeiras) com motor de 15 a 25 HP; o preço depende da distância e é combinado direto com o barqueiro (guia 2025⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).

  • Limites do Parque Nacional Río Negro: a área protegida mais próxima da cidade não tem sede nem guarda-parques fixos, mas dá para seguir sua borda pelo rio Negro. Na região vivem onças, jacarés, capivaras, antas, pumas e ariranhas (Wikipedia⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Puerto Caballo e Marco XI: um destacamento da Marinha paraguaia na tríplice fronteira Paraguai–Bolívia–Brasil, com o Hito XI e a confluência do rio Negro. Foi o primeiro povoado de Bahía Negra. Há um pequeno assentamento yshir que só se visita com permissão das lideranças.

Leve água, chapéu e repelente: na lancha não há sombra.

Meio-dia: almoço e sesta na cidade

Volte para almoçar e descansar nas horas mais quentes. O guia de 2025 indica pratos entre ₲ 15.000 e ₲ 80.000. Paga-se em dinheiro ou transferência; leve guaranis desde antes.

Tarde: uma comunidade yshir

Cinco comunidades da Nação Yshir ficam ao redor de Bahía Negra (La Nación, 2022⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Escolha uma para a tarde:

  • Karcha Balhut (14 de Mayo): a 15 km ao sul, lugar sagrado para os yshir ybytoso. Tem um «museu verde» com artesanato de fibra de karaguatá, palha e madeira entalhada, o píer e caramujos gigantes, e a comunidade compartilha seus relatos (guia 2025⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Puerto Diana: comunidade de cerca de 820 habitantes. Ali fica o escritório da UCINY, que representa as comunidades yshir, e dá para visitar casas de artesãos, ver o trabalho e comprar direto.

As visitas são combinadas antes com o líder da vez; o guia da Eco Pantanal e do WWF publica o contato para organizar. As danças yshir são sob pedido e com tarifa.

Pôr do sol e noite: porto e circuito urbano

  • Porto de Bahía Negra: o cartão-postal da cidade, onde atracam os barcos que abastecem as comunidades ribeirinhas. Tem as letras gigantes de Bahía Negra e o melhor pôr do sol sobre o rio Paraguai.
  • Circuito «Entre el cielo, el río y el barro»: passeio autoguiado com cinco paradas: o passeio dos artesãos, a paróquia Santa Teresita del Niño Jesús, o primeiro prédio da base naval, o obelisco José Julián Sánchez e o observatório Niokit Owush (guia 2025⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Observatório Niokit Owush: aberto com apoio do PNUD, mostra o conhecimento do céu do povo yshir (La Nación, 2022⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Termine o dia ali, sob o céu escuro do Pantanal.

Se sobrar um dia

A Estação Los Tres Gigantes, da Guyra Paraguay, fica a uns 40 km pelo rio Negro e só se chega de lancha. Reserve à parte pelo e-mail aviturismoguyrapy@gmail.com; na época de chuvas ela pode fechar (guia 2025⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).

Perguntas frequentes

Dá para fazer bate-volta ao Pantanal paraguaio saindo de Assunção?

Não. Bahía Negra fica a cerca de 900 km; o roteiro de um dia começa depois de uma noite na cidade.

O que dá para ver em um dia em Bahía Negra?

Lancha pelo rio Negro até Puerto Caballo, uma comunidade yshir à tarde e o pôr do sol no porto, seguido do circuito urbano e do observatório Niokit Owush.

Quanto custa a lancha?

Depende da distância; o preço é combinado direto com os barqueiros de Bahía Negra, que usam voadeiras de 15 a 25 HP.

Precisa de permissão para visitar uma comunidade yshir?

Sim, a visita é combinada antes com o líder da vez de cada comunidade.

Continue lendo