Neste guia
O Paraguai não é um país perigoso para os padrões da América Latina: em 2025 teve 6,1 homicídios por 100 mil habitantes, a terceira menor taxa da região, atrás de Argentina e Chile, segundo a InSight Crime (La Nación (abre numa nova aba)). Para quem visita ou mora aqui, os riscos do dia a dia são outros: o furto no ônibus, a noite em lugares mal iluminados e, principalmente, o trânsito.
O que dizem os números?
Pelo balanço da InSight Crime publicado pela La Nación, o Paraguai registrou 391 homicídios em 2025, contra 477 em 2024; a taxa caiu de 7,5 para 6,1. A mediana regional fica em torno de 17,6. O relatório aponta narcotráfico, corrupção e contrabando de cigarros como as principais dinâmicas criminais, que atingem sobretudo quem está envolvido nesses negócios, não o turista.
Isso não quer dizer que nada aconteça: quer dizer que o risco depende muito de onde você está e do que está fazendo.
Onde ter mais cuidado?
- Fronteira com o Brasil. O governo britânico alerta que organizações criminosas traficam drogas e armas ao longo da fronteira leste, de Pedro Juan Caballero (vizinha de Ponta Porã) até Ciudad del Este e a Tríplice Fronteira, e que a violência vem aumentando ali (GOV.UK (abre numa nova aba)). Os departamentos de fronteira são Amambay, Concepción, Alto Paraná, San Pedro e Canindeyú.
- Norte de San Pedro e sul de Concepción. É onde atua o EPP, um pequeno grupo armado que ataca principalmente policiais, militares e fazendas (mesma fonte). Se for para lá, informe-se antes e circule de dia.
- Ciudad del Este. O centro de compras vive lotado e tem muitos batedores de carteira: mochila na frente e carteira guardada (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Vale para quem atravessa a Ponte da Amizade só para fazer compras.
Assunção, Encarnación, San Bernardino e as cidades do interior pedem o cuidado normal de qualquer cidade.
Como evitar furtos na cidade?
As recomendações do governo britânico (abre numa nova aba) batem com o que qualquer morador diria:
- Ônibus: o furto de bolsas e os batedores de carteira são o problema mais comum. Mantenha a bolsa à vista e desconfie de quem oferece ajuda sem você pedir.
- Caixas eletrônicos: use os que ficam dentro de supermercados, shoppings ou bancos, não os da calçada.
- Táxi: chame por telefone, pelo hotel ou por aplicativo, em vez de pegar na rua.
- À noite: evite lugares isolados ou mal iluminados, inclusive o centro das cidades grandes depois que o comércio fecha.
- Celular: guarde enquanto caminha. Se for assaltado, entregue o que pedirem: os assaltantes às vezes estão armados.
O risco mais real: estrada e trânsito
O Paraguai tem uma das maiores taxas de mortes no trânsito do mundo (Wikivoyage (abre numa nova aba)). Há muitas motos (frequentemente sem capacete), carros que andam à noite sem farol, placas de pare e limites de velocidade ignorados, e estradas do interior perigosas à noite e intransitáveis com chuva (GOV.UK (abre numa nova aba)).
- Álcool zero: o limite é 0,00 e a polícia pode recolher sua carteira na hora.
- Blitze: são frequentes em Assunção, na região metropolitana, em San Pedro e em Concepción. Leve a habilitação e o passaporte ou documento com o registro de entrada.
- Estrada à noite: se puder, viaje de dia.
- Cinto de segurança: em muitos táxis e ônibus não funciona.
Protestos, clima e saúde
- Bloqueios e manifestações: são comuns nas rodovias principais e no centro de Assunção, perto dos prédios do governo, e costumam surgir sem aviso. Evite aglomerações e acompanhe o noticiário local (GOV.UK (abre numa nova aba)).
- Enxurradas: com chuva forte, avenidas de Assunção e cidades vizinhas alagam. Não atravesse rua com correnteza.
- Rios: muitos têm correnteza forte, e o rio Paraguai em Assunção é muito poluído: não é para nadar.
- Mercados: cozinhas a gás e fiação ruim tornam o risco de incêndio constante nos corredores apertados.
- Dengue: o Paraguai está em zona de risco (Wikivoyage (abre numa nova aba)); use repelente.
Telefones úteis numa emergência
- 911: número de emergência (Wikivoyage (abre numa nova aba)).
- Polícia de turismo: Assunção +595 21 446 608 ou +595 21 449 020; Ciudad del Este +595 61 502 715; Encarnación +595 71 204 102 (GOV.UK (abre numa nova aba)).
- Para registrar ocorrência, vá à delegacia (comisaría) mais próxima.
Perguntas frequentes
É perigoso viajar para o Paraguai?
Não para os padrões da região: em 2025 o país teve 6,1 homicídios por 100 mil habitantes, a terceira menor taxa da América Latina segundo a InSight Crime. Os riscos mais comuns são furtos e trânsito.
Quais regiões do Paraguai são mais perigosas?
A fronteira com o Brasil, de Pedro Juan Caballero a Ciudad del Este, por causa do narcotráfico, e o norte de San Pedro e o sul de Concepción, onde atua o grupo armado EPP.
Ciudad del Este é perigosa para fazer compras?
O maior problema é o batedor de carteira no centro lotado. Leve a mochila na frente, pouco dinheiro à vista e use caixas eletrônicos dentro de lojas ou bancos.
Qual é o número de emergência no Paraguai?
O 911. Em Assunção também dá para ligar para a polícia de turismo: +595 21 446 608.



