Neste guia
Para contratar uma empresa de segurança em Mariano Roque Alonso, peça primeiro a resolução de habilitação da Polícia Nacional e só depois fale de preço. Depois ajuste o serviço ao que você precisa proteger: uma casa num bairro residencial costuma se resolver com alarme monitorado e câmeras; um depósito ou uma loja na Ruta PY03 (ex Transchaco) pode precisar de vigilante. Peça dois orçamentos por escrito com o mesmo escopo.
Como saber se a empresa é habilitada?
No Paraguai, a segurança privada é fiscalizada pela Polícia Nacional, por meio do seu departamento de fiscalização de empresas de segurança privada (ABC Color, 2023 (abre numa nova aba)). Cada empresa precisa de uma resolução da Comandancia. Entre os requisitos citados pela Polícia ao La Nación (2023) (abre numa nova aba) estão ser sociedade comercial, testes psicológicos para o pessoal, normas de uso de armas, sede própria, seguro de vida para os vigilantes, viaturas de patrulha e uniforme identificável. Naquele ano havia 135 empresas habilitadas no país inteiro, depois de cerca de 200 canceladas ou suspensas.
O que pedir:
- O número e a data da resolução, e que a razão social seja a mesma do contrato e da nota fiscal (factura).
- A carteira de cada vigilante enviado: quem emite é a Polícia (Hoy (abre numa nova aba)).
- Nada de "segurança" avulso: para a Polícia, quem não trabalha para uma empresa habilitada não é vigilante (La Nación (abre numa nova aba)).
O que você precisa depende de onde está em Mariano
Mariano Roque Alonso mistura bairros residenciais, indústria e muito comércio na PY03, sua avenida principal (Wikipedia (abre numa nova aba)). Tem fábricas, processadoras de alimentos, frigoríficos e feiras de gado, e faz divisa com Assunção ao sul, Limpio ao norte, o rio Paraguai a oeste e o aeroporto Silvio Pettirossi a sudeste (Wikipedia (abre numa nova aba)). Isso gera perfis bem diferentes:
- Casa em bairros como San Blas, Villa Margarita ou Defensores del Chaco: alarme monitorado com aviso no celular e câmeras cobrindo portão, muros e fundos, com boa gravação noturna.
- Loja na PY03: muito movimento de dia e fechada à noite. Peça monitoramento com resposta e pense em vigilante só na abertura e no fechamento, quando há dinheiro em caixa.
- Depósito, galpão ou fábrica: aqui o vigilante fixo compensa, junto com câmeras no perímetro. Pela lei atual, os turnos são de 12 horas (abre numa nova aba): pergunte quantas pessoas cobrem o posto nas 24 horas e quem substitui.
- Perto do rio (Remanso, Bañado): as áreas abaixo da cota +62 alagam (Wikipedia (abre numa nova aba)). Peça que a central de alarme e o gravador fiquem no alto, não no chão.
Quanto tempo a viatura leva para chegar?
Essa é a pergunta-chave em Mariano. Com acidentes ou chuva forte, a Transchaco em direção a Assunção trava (Última Hora (abre numa nova aba)), e a Expo de julho atrai multidões: em 2024 eram esperadas cerca de 800 mil pessoas (ABC Color (abre numa nova aba)). Pergunte a cada empresa:
- De onde sai a viatura e quantas há para a região.
- Que tempo de resposta garante por escrito e se muda no horário de pico ou em julho.
- O que a central faz se você não atender: manda a viatura, liga para um contato ou avisa a Polícia.
Câmeras e alarmes: quem pode instalar?
O artigo 33 da Lei 5424/15 diz que os sistemas de segurança "serán proveídos en forma exclusiva por las empresas de seguridad y los instaladores independientes (en los casos permitidos), habilitados y reconocidos como tales en la especialización" (citado num processo da DNCP (abre numa nova aba)). Com um instalador sem controle, alerta a Polícia, não há garantia de que o alarme responda a uma invasão nem de que as gravações fiquem guardadas (Hoy (abre numa nova aba)).
Antes de pagar a instalação:
- Peça as senhas de administrador das câmeras e do aplicativo.
- Pergunte onde fica a gravação e por quantos dias: se algo acontecer, Polícia e Ministério Público vão pedir essas imagens.
- Teste a sirene e o aviso no celular na frente do técnico e pergunte o que acontece se cair a luz ou a internet.
O que o orçamento precisa dizer?
A Lei 1334/98 (abre numa nova aba) obriga a informar a descrição do serviço, os equipamentos, o preço com impostos, a forma de pagamento, a validade do orçamento e o alcance da garantia (art. 15); se houver garantia, ela tem que ser por escrito (art. 11). Peça que separem:
- Equipamento e instalação, de um lado, e mensalidade, do outro.
- Se o equipamento fica em seu nome ou em comodato, o prazo mínimo e quanto custa rescindir.
- Se os vigilantes têm IPS (previdência paraguaia) e seguro de vida.
Peça sempre a factura (Sedeco via ABC Color (abre numa nova aba)). Em emergência, ligue 911: a empresa privada não substitui a Polícia.
Perguntas frequentes
Quem habilita as empresas de segurança em Mariano Roque Alonso?
A Polícia Nacional, para todo o país: cada empresa precisa de uma resolução da Comandancia e cada vigilante, da carteira emitida pela Polícia.
Alarme ou vigilante em Mariano Roque Alonso?
Para casa, costuma render mais um alarme monitorado com câmeras no portão, muros e fundos. O vigilante fixo faz sentido em depósitos, fábricas ou lojas com dinheiro em caixa na PY03.
Que tempo de resposta devo exigir?
Peça por escrito e pergunte se muda no horário de pico ou durante a Expo de julho, quando a Transchaco trava. Pergunte também de onde sai a viatura.
Qualquer técnico pode instalar câmeras com monitoramento?
A Lei 5424 diz que os sistemas de segurança são fornecidos por empresas de segurança e instaladores independentes habilitados. Peça para ver essa habilitação.



