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Cultura

O que fazer no Museo del Barro: acesso e dicas de visita

Horário, entrada grátis às sextas e sábados, as peças imperdíveis dos três museus e como chegar a Isla de Francia.

Um pátio de concreto ensolarado exibe torsos de terracota, vasos de barro decorados e palmeiras ao lado de uma visitante de branco.
Neste guia
  1. Qual dia e horário escolher?
  2. O que ver em cada um dos três museus
  3. Como chegar ao Museo del Barro
  4. Visitas guiadas, audioguia e loja
  5. Dicas para aproveitar melhor

O Museo del Barro abre de terça a sábado, das 14h às 20h, na rua Grabadores del Cabichuí 2716, no bairro Isla de Francia, em Assunção. Às sextas e aos sábados a entrada é gratuita; de terça a quinta custa G. 50.000 (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Na prática são três museus no mesmo complexo, de arte popular, arte indígena e arte contemporânea, então reserve pelo menos duas horas.

Qual dia e horário escolher?

  • Sexta ou sábado: grátis, no mesmo horário das 14h às 20h.
  • Terça a quinta: G. 50.000, com salas mais vazias.
  • Domingo e segunda: fechado. O horário normal é de terça a sábado (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Chegue antes das 18h se quiser ver as três coleções com calma.

Antes de sair, confira a página inicial do site do museu. Em outubro de 2026 ele fechou alguns dias para consertar o telhado danificado por granizo e anunciou a reabertura para sexta, 9 de outubro, às 14h (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Avisos assim aparecem ali.

O que ver em cada um dos três museus

Museo del Barro (arte popular). Mais de 4.000 peças mestiças a partir do século XVII: entalhes em madeira, tecidos, rendas, cerâmica e ourivesaria, além de 300 peças de cerâmica pré-colombiana de todo o continente (coleção⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). Não deixe de ver:

  • as máscaras de Kamba Ra'anga, dos séculos XIX e XX, usadas nas festas de San Baltazar em Tobatí e de San Pedro y San Pablo em Altos;
  • o gabinete de ñandutí, a renda paraguaia, com peças desde o século XVIII;
  • o San Andrés entalhado na primeira metade do século XVIII por mestres das missões jesuíticas e um oratório franciscano de Caazapá com 2,5 m de altura.

Museo de Arte Indígena. Mais de 1.750 peças dos povos indígenas do país: cerâmica, entalhes, arte plumária, tecidos, máscaras e cestos. O destaque são cinco trajes cerimoniais ishir do Alto Paraguay, feitos de fibra de caraguatá e penas de aves do Chaco, usados no ritual anual Debylyby (coleção⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).

Museo Paraguayo de Arte Contemporáneo. Cerca de 3.000 obras do Paraguai, da América Latina e da Espanha. Para o visitante brasileiro, vale procurar as 1.175 gravuras e desenhos de Livio Abramo, artista brasileiro que viveu no Paraguai de 1959 a 1992. Há também 300 gravuras de José Guadalupe Posada e os jornais de trincheira Cabichu'i, El Centinela e Cacique Lambaré, de 1867–1868, da época da Guerra Grande (coleção⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).

O prédio também faz parte da visita: foi projetado pelo artista Carlos Colombino e começou a ser construído em Isla de Francia em 1979 (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).

Como chegar ao Museo del Barro

  • De ônibus: o site do museu lista as linhas 28, 30 Aeropuerto, 44 Autopista e Luque-Areguá (parada Petrobras) (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • De táxi ou aplicativo: peça para descer na avenida Aviadores del Chaco esquina com Molas López, a referência que o museu indica. A região fica perto do distrito financeiro e hoteleiro e o trânsito é pesado, então o carro de aplicativo evita procurar vaga (Uber⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Saindo do centro histórico: não dá para ir a pé; trate como um passeio à parte.

Visitas guiadas, audioguia e loja

  • Visita guiada: o museu tem guias para escolas, universidades, turistas e público geral, e dá para perguntar por visita em inglês. Reserve com no mínimo 48 horas de antecedência pelo (0993) 36 00 33. A tarifa padrão é G. 200.000 para grupos de até 20 pessoas, com tolerância de apenas 10 minutos de atraso (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • Audioguia: o site tem um áudio da Sala de Cerâmica para ouvir no celular durante a visita.
  • Gabinete del Cabichuí: só com agendamento por telefone ou e-mail.
  • Fora do horário: o museu abre sob pedido, por G. 750.000.
  • El Almacén de Doña Estela: a loja vende cerâmica de Itá e Tobatí, cestaria aché, tecidos de Carapeguá, Itauguá e Yataity, arte plumária tomáraho e livros sobre arte paraguaia (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠). É um bom lugar para levar uma lembrança de origem conhecida.

Dicas para aproveitar melhor

  • Comece pelo Museo de Arte Indígena, que pede mais tempo, e deixe o contemporâneo para o fim.
  • Veja as exposições em cartaz no site. Em 2026 seguiam «Afinidades», com arte moderna das Américas e da Espanha, e «Archivo Abierto», sobre os textos de Ticio Escobar (Museo del Barro⁠⁠ (abre numa nova aba)⁠).
  • No verão, chegar às 14h deixa você sob teto nas horas mais quentes. Saia perto do pôr do sol.
  • Se a cerâmica te interessar, combine a visita com uma manhã em Areguá, onde ela ainda é feita.

Perguntas frequentes

Quanto custa a entrada do Museo del Barro?

De terça a quinta, G. 50.000. Às sextas e aos sábados a entrada é gratuita.

Qual o horário do Museo del Barro?

De terça a sábado, das 14h às 20h. Fecha domingo e segunda.

Onde fica o Museo del Barro?

Na Grabadores del Cabichuí 2716, entre Cañada e Emeterio Miranda, no bairro Isla de Francia, em Assunção. Para o táxi, a referência é Aviadores del Chaco com Molas López.

Tem visita guiada?

Sim, com reserva de pelo menos 48 horas pelo (0993) 36 00 33. A tarifa padrão é G. 200.000 para até 20 pessoas; pergunte por guia em inglês.

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